A prefeitura de Diadema afirmou, em nota enviada terça-feira agora (14/10) que o município não tem mais pontos viciados para a ocorrência dos bailes de rua, os bailes funk, também conhecidos como pancadões. As festas clandestinas de rua, causavam incômodo aos moradores os bairros onde ocorriam, geravam problemas sociais como o uso de álcool e outras substâncias por menores, além de impedir o acesso e a saída de moradores.
Os pancadões ofereceram risco adicional durante a pandemia da covid-19 e ocorreram mesmo diante dos esforços de diversas prefeituras da área metropolitana que reconheceram o problema e Diadema foi o município que mais tinha pontos de ocorrência de pancadões. São Bernardo, Santo André e Mauá também enfrentaram o problema, em menor intensidade, e afirmaram que já controlam a situação, registrando a ocorrência de situações separadas.
Ao responder ao RD sobre a como agir nos bailes funk para coibir a venda irregular de bebidas e da fiscalização de bebidas adulteradas, a prefeitura respondeu que essas festas clandestinas não acontecem mais. “Diadema não tem mais pontos críticos de pancadões, após as operações da GCM (Guarda Civil Municipal) visando coibir a prática. Já nos finais de semana, a GCM atende a chamados que envolvem casos pontuais de perturbação do sossego público, como barulho de bares, de carros e outros, com som acima do permitido. Ocorrência de pancadão está praticamente zerada”, diz nota da gestão.
De acordo com a gestão municipal diademense, no mês de janeiro o município tinha sete pontos críticos: Núcleo Habitacional 11 de Agosto, conhecido como Vermelhão, no Jardim Campanário; Conjunto Habitacional Júpiter e avenida Vereador Gentil Santo de Paula, no bairro Serraria, onde ocorria o chamado Baile do Pombal; na rua Pau do Café, no Jardim Promissão; Núcleo Habitacional Gazuza, no Jardim Casa Grande; rua Santa Cruz e travessa Peabiru, no Jardim Canhema.
Neste ano duas ações chamaram a atenção e teriam trazido resultados. A primeira foi a demolição de comércios clandestinos que funcionavam durante a realização do Baile do Pombal e que dariam apoio ao Pancadão. Também neste ano a prefeitura fez a compra de um drone, por R$ 365 mil, e que tem o objetivo de monitorar e até de jogar sobre multidões gás lacrimogêneo.
Sobre a fiscalização para coibir a venda de bebidas adulteradas a prefeitura de Diadema explicou que tem fiscalizado principalmente as adegas. “As operações da GCM, junto com a Polícia Civil, são contínuas, independente da situação atual, nas quais são feitas apreensões de bebidas de procedência duvidosa. A GCM faz operações preventivas em todos os finais de semana para impedir a volta dos pancadões e promover o sossego público”, completa a gestão em sua nota.
Controle
Em Mauá, a prefeitura diz que os bailes funk estão sob controle. “Mauá não possui pontos fixos de grande concentração de pessoas em pancadões ou bailes funk. São situações pontuais e isoladas, que ocorrem de forma esporádica em diferentes regiões da cidade. Sempre que a GCM é acionada há resposta imediata, com dispersão do público, apreensão de equipamentos sonoros e autuação conforme o Código de Posturas do Município. A Operação Dorme Tranquilo, lançada pelo governo municipal, é uma ação contínua e permanente de combate à perturbação do sossego e à ocupação irregular de vias públicas, abrangendo toda a cidade. O trabalho teve início na avenida Cidade de Mauá, região limítrofe com São Paulo, em parceria com a Guarda Civil Metropolitana e a Subprefeitura de São Mateus, restabelecendo a tranquilidade em uma área que enfrentava aglomerações e prejuízos à circulação do transporte público”, cita a prefeitura, que preserva ações preventivas para que a prática não volte. “As equipes seguem atuando de forma rotineira e preventiva em todas as regiões, com destaque para áreas sensíveis como o Jardim Kennedy e a Avenida Portugal, principal via de entretenimento do município, que atualmente não apresentam registros de grandes aglomerações ou perturbações”, diz o paço mauaense.
Dispersão
A prefeitura de São Bernardo explicou que só neste ano realizou a dispersão de mais de 6 mil pessoas que estariam participando de festas irregulares. “Todos os locais já conhecidos de perturbação do sossego são monitorados constantemente. Desde o início do ano, a GCM, por meio da Romu (Ronda Ostensiva Municipal), já realizou a dispersão de mais de 6 mil pessoas. Como estratégia para evitar a aglomeração de pessoas, a ROMU mantém rondas e estacionamento de viaturas nestes locais. O monitoramento também é realizado pelas equipes de área, que, por meio das rondas, ao identificar o início da aglomeração, o reforço é acionado imediatamente. Importante ressaltar que a atual gestão, reforçando seu compromisso com a tranquilidade da população e com o direito ao sossego, lançou no primeiro semestre a Operação Dorme Bem SBC, que vem se destacando em 2025 com resultados expressivos”, diz nota da prefeitura.
São Bernardo também fica realizando operações contra a comercialização de bebidas adulteradas. No município uma mulher de 30 anos, morreu este mês com quadro confirmado de contaminação por metanol. “A ação, que conta com a participação da Vigilância Sanitária Municipal e as Secretarias de Saúde, Segurança e Justiça, além do Procon SBC e GCM, tem como objetivo fazer frente ao crescente número de notificações de pessoas com suspeita de contaminação”, explicou a prefeitura.
Santo André não informou sobre os pontos viciados para a ocorrência de pancadões, mas diz que tem apertado a fiscalização para localizar e apreender bebidas falsificadas ou adulteradas. “O Departamento de Vigilância em Saúde de Santo André está monitorando de forma criteriosa as denúncias e reclamações relacionadas à falsificação de bebidas, bem como acompanhando as notificações de casos de intoxicação exógena, com foco na investigação epidemiológica e na identificação de possíveis vínculos com estabelecimentos comerciais. A administração municipal tem realizado, em todos os finais de semana, ações de fiscalização em estabelecimentos suspeitos. Essas operações ocorrem de forma integrada, com a participação do Departamento de Vigilância em Saúde, Procon, GCM e Polícia Civil”, resume.
Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e São Caetano, sustentam que a prática de pancadões não realiza-se em seus territórios. Sobre as bebidas adulteradas o paço ribeirãopirense diz que tem apertado a fiscalização nos locais que vendem bebidas. “Em razão dos recentes casos de intoxicação e mortes provocadas pelo consumo de bebidas adulteradas ou falsificadas, a prefeitura intensificou as ações de fiscalização sobre o comércio de bebidas, com foco especial na verificação da procedência e regularidade dos produtos comercializados. Recentemente, foram realizadas operações conjuntas de fiscalização em adegas e distribuidoras de bebidas, envolvendo a Guarda Civil Municipal, Secretaria Municipal de Clima, Meio Ambiente e Habitação e a Vigilância Sanitária. Essas ações tiveram como objetivo verificar a documentação dos estabelecimentos e coibir a comercialização de bebidas adulteradas. A prefeitura está programando nova rodada de fiscalizações nos próximos dias”, diz o comunicado da prefeitura.
A prefeitura de Rio Grande da Serra diz que registra unicamente algumas aglomerações pequenas na frente de bares e a fiscalização tem coibido os abusos, assim como a fiscalização voltada ao comercio irregular de bebidas. “As operações de fiscalização são realizadas regularmente, e a Vigilância Sanitária intensifica a atenção a locais com suspeita de irregularidades, incluindo a verificação de protocolos e de bebidas adulteradas, com participação de fiscais de posturas e do Procon para verificação em estabelecimentos comerciais”.
São Caetano informa que preserva operações frequentes. “O município mantém operações constantes e integradas entre a Guarda Civil Municipal, juntamente com os fiscais do Departamento de Controle Urbano e demais setores da prefeitura, reforçando o compromisso com a ordem pública, a segurança e a qualidade de vida dos moradores”.
Fonte: Repórter Diário .com. br



