A GCM (Guarda Civil Municipal) de São Bernardo defendeu a proteção de um garoto autista, de 8 anos, não verbal, avistado sozinho na madrugada de sexta-feira (14/11) perto do viaduto José Gomes da Silva, na área do Jardim Irajá. Os guardas avistaram o garoto correndo através da avenida Luiz Pequini, atravessando de um lado para o outro da via, no meio dos veículos, em situação de extremo risco.
Diante da urgência, a primeira abordagem foi feita através da equipe estabelecida pelos GCMs 1ª Classe J.B. Paiva e 3ª Classe Emerson José. Ao constatar a situação de vulnerabilidade da criança, os agentes acionaram via CCO (Centro de Controle Operacional) o pedido de reforço.
Em apoio à ocorrência, chegaram a 3ª Classe Dayana e o Supervisor Eraldo, além do comando noturno, composto através do Subinspetor Vaz, 3ª Classe Lucas Santos e 2ª Classe Estevão.
Como o garoto não conseguia informar nome ou endereço, os guardas iniciaram uma busca por qualquer pista que pudesse trazer à família. Ele carregava um celular e, depois de conquistar sua confiança, a GCM Dayana teve acesso ao aparelho, onde avistou alguns números salvos que poderiam pertencer aos responsáveis. Diversas ligações foram feitas, sem sucesso. Com a falta de retorno, as equipes constataram outros contatos da agenda e, com o auxílio desta consulta, foram capazes de levantar um viável endereço residencial.
Resgate
Antes de conduzir a criança, as viaturas se deslocaram até o local reconhecido para conferir se realmente se tratava da casa da família. No imóvel, os guardas encontraram os responsáveis dormindo, sem notar que o garoto havia saído de casa durante a madrugada.
Com o endereço confirmado, iniciou-se um novo desafio: o garoto se recusou a entrar na viatura. Para assegurar sua segurança, a GCM Dayana passou a acompanhá-lo a pé, enquanto as equipes faziam a escolta durante o trajeto de aproximadamente 4 km até a casa, conduzindo a caminhada com calma, proteção e segurança.
No espaço do trajeto, Dayana explicou que a condução precisou respeitar o tempo e o comportamento da criança, que estava bastante agitada no momento. “Quando chegamos, ele estava muito nervoso, gritando e querendo correr para a rua. Meu foco foi fazê-lo se sentir seguro. Quando percebi que não entraria na viatura, entendi que precisava acompanhar o ritmo dele. Cada passo foi um gesto de cuidado até garantir que chegasse em casa em paz”, afirmou. A agente destacou ainda a dedicação do grupo na ocorrência. “Fiquei muito feliz em poder ajudar e entregar a criança em segurança. A equipe toda foi muito prestativa e sensível com ele. A sensação foi de dever cumprido.”
O comandante da GCM, Eduardo dos Santos, frisou o empenho das equipes durante a ação noturna. “Essa ocorrência aconteceu em plena madrugada, em uma situação de risco real, e a resposta dos guardas foi exemplar. A maneira como acolheram a criança, identificaram o endereço, confirmaram a residência e caminharam quilômetros para garantir sua proteção demonstra o compromisso da corporação com quem mais precisa”, ressaltou.
Fonte: Repórter Diário .com. br



