Espaço coordenado através da Agência de Desenvolvimento aprofunda análise dos impactos e articula respostas regionais
O Grande ABC deu mais um passo na articulação regional para confrontar os efeitos do tarifaço aplicado através do governo norte-americano. A Agência de Desenvolvimento Econômico Grande ABC realizou, quinta-feira agora (4/12), a primeira reunião do Comitê Regional de Monitoramento dos Efeitos do Tarifaço, espaço que unirá associações empresariais, prefeituras, sindicatos de trabalhadores e instituições acadêmicas da área.
O Comitê nasce com o objetivo de acompanhar os impactos econômicos da nova política tarifária, produzir análises capacitadas sobre a situação das exportações regionais e organizar medidas conjuntas de adaptação e defesa da competitividade produtiva da área. Ao unir diferentes atores, o espaço fortalece a capacidade regional de resposta diante de um cenário internacional adverso.
Durante a reunião, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), por intermédio da subseção no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC), apresentou um panorama detalhado sobre os impactos já observados. De acordo com o estudo, as exportações do Grande ABC para os Estados Unidos recuaram de forma significativa depois de a imposição da tarifa de 50% através do governo norte-americano. O levantamento aponta perdas expressivas em setores estratégicos — em particular na indústria metalúrgica, que responde por 78% das exportações regionais e concentra a maior parte do impacto.
A reunião também contou com contribuições de chefias empresariais e sindicais, entre elas representantes da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), da Associação Brasileira da Indústria de Autopeças (ABIPEÇAS), da Prometeon, da B. GROB, Continental Parafusos, do CIESP São Bernardo, do CIESP Diadema e do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
O presidente da Agência de Desenvolvimento e secretário-executivo do Consórcio ABC, Aroaldo Silva, destacou que o encontro consolida a área como referência nacional na busca de respostas estruturadas para um cenário de instabilidade internacional. “O tarifaço não é apenas um desafio conjuntural, é um alerta sobre a necessidade de reposicionarmos o Grande ABC no cenário internacional. Com dados, planejamento e articulação entre todos os atores, estamos construindo respostas para proteger empregos, apoiar nossas empresas e abrir novas rotas de inserção global”, comentou.
Os que participam também ressaltaram a necessidade de redirecionamento de mercados, buscando ampliar a inserção internacional das empresas da área, e defenderam a necessidade de uma atuação mais assertiva do governo federal por intermédio de iniciativas como o programa Brasil Soberano. Outro momento enfatizado foi a urgência em amplificar a diversificação produtiva como resposta estratégica ao cenário internacional.
Foto: Adonis Guerra
Fonte: OGrandeABC .com .br


