Close Menu
Radar São BernardoRadar São Bernardo
  • Home
  • SBC
  • Brasil
  • Esportes
  • Games
  • Colunas
  • Receitas
  • Contatos
Últimas Notícias

Casos de escorpionismo disparam 349% no Brasil e acendem alerta em três estados

7 de Junho, 2026

Plataforma da USP com nanotecnologia pode revolucionar tratamentos de pele

6 de Junho, 2026

GCM de São Bernardo prende homem com mais de 420 porções de drogas

6 de Junho, 2026
Facebook X (Twitter) Instagram
Últimas
  • Casos de escorpionismo disparam 349% no Brasil e acendem alerta em três estados
  • Jogos eletrônicos: Final Fantasy VII Revelation é anunciado, concluindo a trilogia remake
  • Mega-Sena 3.015: sortudo leva sozinho prêmio de R$ 30 milhões
  • Plataforma da USP com nanotecnologia pode revolucionar tratamentos de pele
  • Videogames: Vendas do Switch 2 caem 87% no Japão depois de aumento de preço
  • Fale conosco!
Anuncie conosco!
Radar São BernardoRadar São Bernardo
Anuncie conosco!
Facebook
  • Home
  • SBC
  • Brasil
  • Esportes
  • Games
  • Colunas
  • Receitas
  • Contatos
Radar São BernardoRadar São Bernardo
Home»São Bernando do Campo

Obra para trazer água do Rio Pequeno a Taiaçupeba enfrenta resistência no ABC

27 de Janeiro, 2026
obra-para-levar-agua-do-rio-pequeno-a-taiacupeba-enfrenta-resistencia-no-abc
Obra para levar água do Rio Pequeno a Taiaçupeba enfrenta resistência no ABC
Share
Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email
Protesto contra obra da Sabesp em Rio Grande da Serra, Amauri Monteiro Júnior ao centro. (Foto: Rede Social)

Domingo agora (25/01) um grupo de moradores de Rio Grande da Serra se agrupou na Estrada do Caracu, para um ato de protesto contra a intenção da Sabesp em atravessar o município com obras do seu projeto de transposição para trazer água do Rio Grande, afluente da Represa Billings, até a represa de Taiaçupeba, em Mogi das Cruzes. A companhia de água sustenta que a medida pretende ampliar a interligação das represas e assegurar o abastecimento, mas ambientalistas e especialistas na área apontam que a obra terá grande impacto ambiental, com a derrubada de muitas árvores, pode afetar as nascentes que alimentam o rio e ainda isolará bairros da cidade.

A intenção do manifesto de domingo é explicar aos moradores o que significa a obra, que estima a abertura de valas e mais de três metros de profundidade, e para isso serão necessários canteiros de obra com 12 metros de largura, mas a maioria das vias por onde essa obra deve passar, não tem mais do que 5 metros de largura, portanto as matas ao redor precisam ser suprimidas para a movimentação de caminhões, máquinas e material. É o que avalia o engenheiro civil e ex-presidente do Comdema (Conselho Municipal de Meio Ambiente) de Rio Grande da Serra, Amauri Monteiro Júnior.

“A transposição entre bacias não deveria ser uma prática normal, o ideal é estruturar cada uma para que não percam a capacidade de produzir água. Do Rio Pequeno vão ser retirados 4 metros cúbicos de água por segundo. Se tirar a água que entra na Billings (através do rio) pode fazer falta na reservação da represa. Além disso a Sabesp não apresentou o EIA-RIMA (Estudo de Impacto Ambiental – Relatório de Impacto ao Meio Ambiente), também não houve audiência pública, portanto a população não está sabendo do tamanho da obra, que vai cruzar a cidade inteira; pelo Jardim América, pelo cemitério, passa embaixo de quatro vias férreas, Tangará, Sete Pontes e Estrada do Rio Pequeno. São vias pequenas com 3,20 metros de largura, poucas com 4 metros, mas vão precisar de pelo menos 12 metros”, diz o engenheiro.

Segundo Monteiro Júnior, a obra vai isolar bairros, porque nas vias por onde vai passar, passam-se dois quilômetros sem nenhuma travessa, com isso ele deseja dizer que não haverá alternativa para o trânsito de veículos. “Como as pessoas vão sair para o trabalho, como as crianças vão para a escola e se alguém precisar de socorro, a ambulância chega como?”, indaga.

Imagem mostra à esquerda em amarelo o começo da captação de água no Rio Pequeno, até Mogi das Cruzes, à direita em lilás. (Foto: Propaganda Sabesp)

Além da obra em si, o impacto do movimento de caminhões também vai afetar o município toda, durante a obra que pode durar mais de um ano. “Serão movimentadas 370 mil m³ de terra isso vai significar mais de 40 mil viagens de caminhão, o que vai destruir as vias da cidade, vai mudar o perfil do município que tem pouco trânsito. Além disso esses canteiros podem assorear ou mesmo acabar com as nascentes que alimentamo o rio. Os impactos socio-ambientais são altíssimos”, argumenta.

Os tubos a serem instalados têm até 1,80 metro de altura e a tubulação pressurizada será inteiramente enterrada, segundo o projeto. Na município vizinho, Suzano, as obras já começaram e Amauri Monteiro Júnior, fez uma representação ao Ministério Público que pode suspender as intervenções. “Não apresentaram o projeto de execução da obra, só um pedido de licença prévia, o que não autoriza a construção. A população não sabe o que está acontecendo porque a Sabesp escondeu isso da população. Em Rio Grande da Serra, não foi autorizada a obra ainda”, completa o engenheiro que promete outros atos como o de domingo em outros bairros da cidade.

A Sabesp nega a falta da documentação necessária para a obra e diz que toda a compensação pelos danos ambientais será feita.(Veja nota completa abaixo).

Para a bióloga, ambientalista e coordenadora do IPH-USCS (Índice de Poluentes Hídricos da Universidade Municipal de São Caetano do Sul), Marta Marcondes a obra deixará um rastro de danos ambientais, pode comprometer a produção de água na Billings, além de trazer problemas estruturais e de segurança para o município.

Um dos canteiros da obra de transposição. No ABC intervenções ainda não começaram. (Foto: Reprodução Tv Globo)

“Além da supressão de vegetação que é de uma área de Mata Atlântica e que essa área que tem milhões de nascentes, no bairro Sete Pontes, por exemplo, que vai ser atingido, chama-se assim porque tem sete riachos que passam por ali. Nosso receio é que essa vegetação será suprimida e ela é a produtora de água sem essa vegetação não tem produção de água. Outro problema é o social, porque as estradinhas por onde vão passar os tubos, que vem de São Bernardo pelo braço do Rio Pequeno, não têm três metros de largura e vão ter que abrir 12 metros para o canteiro de obras, para fazer o canal por onde vai passar a tubulação, então teremos bairros incomunicáveis. Aí passando no meio da cidade essa tubulação vai passar rasgando uma série de ruas. Outro receio é qual a segurança dessa segurança não se romper? Imagina o que isso representa de perigo para os moradores, então temos problemas social, ambiental e de vizinhança porque todos vão sofrer por conta disso”, aponta a bióloga que é integrante do MDV (Movimento em Defesa da Vida do ABC).

Marta critica a falta das autorizações necessárias para que essa obra passe através do ABC. Além de Rio Grande da Serra essa intervenção deve passar por São Bernardo e Santo André. “Foi feito um relatório ambiental preliminar, não foi feito estudo de impacto ambiental e essa é uma das coisas que a gente olhou no Comdema. Um dos pedidos que nós fizemos e o EIA-Rima para realmente saber os impactos gerados por essa obra, que é o que se pede minimamente pela lei. Para obra iniciar é necessária aprovação Conselho, o que não aconteceu, o Comugesan (Conselho Municipal de Meio Ambiente de Santo André) também deu um parecer negativo e solicitando os estudos. Não tem um parecer favorável em Ribeirão Pires e não sei sobre São Bernardo, mas Diadema, que não é diretamente afetada, também vai nos apoiar”, diz a professora.

A bióloga também julga que o Ministério Público pode ser um apoiador na luta. “As entidades ambientalistas do ABC, como a Voz dos Rios, a Frente Ambiental Viva Billings, o Pós-Balsa Vive, o MDV, estamos tentando obter essas informações corretas e evitar que se faça o pior para a nossa região. A nossa grande preocupação é com o braço do Rio Pequeno; em dez anos que fizemos estudos, é um dos únicos da Billings em que a qualidade da água fica entre boa e regular, justamente porque não se tem um grande impacto na região. A prioridade é garantir a qualidade dessa água, em segundo lugar a preocupação é com a diminuição da produção de água, porque essa movimentação de terra pode assorear o braço, soterrar nascentes, diminuindo a capacidade de produção. Continuar a tirar a água dele neste cenário é incompatível”, sustenta.

Marta Marcondes é coordenadora do IPH-USCS. (Foto: Propaganda)

Em reunião, no mês de dezembro último o Comdema, exige a apresentação do EIA-RIMA e aponta cinco riscos iminentes desta obra . “O projeto acarreta um risco quíntuplo e inaceitável sobre a cidade, conjugando: Risco de Colapso Hídrico (extração de 80% da vazão de recarga);  Risco Tecnológico de Ruptura em Travessias Férreas; Risco Geológico em Talude Instável (Av. José Belo);  Risco de Contaminação (Cemitério e demais áreas afetadas) e  Colapso Humanitário em vias de acesso único”, diz o documento que também aponta uma falta de segurança hídrica para o ABC. “A política de transposição viola o princípio da segurança hídrica regional e transfere o ônus da crise climática para a população do ABC. Rio Grande da Serra não se beneficiará da água extraída, mas carregará o custo da construção, o risco social imediato e o risco político-ambiental de longo prazo de ter seu principal manancial descaracterizado”.

Sabesp diz que obra não vai prejudicar o abastecimento do ABC

Em comunicado a Sabesp diz que a obra não causará problemas no abastecimento de água do ABC e também sustenta que todos os danos ambientais que forem causados serão compensados.

“A Sabesp esclarece que a obra de interligação entre as represas Billings e Taiaçupeba é um empreendimento estruturante e estratégico para a segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo, beneficiando os 39 municípios atendidos pelo Sistema Integrado Metropolitano. O projeto foi concebido para aumentar a resiliência do sistema frente a eventos climáticos extremos, como estiagens prolongadas e maior variabilidade hidrológica.

Por se tratar de um sistema integrado de abastecimento, a interligação amplia a flexibilidade operacional do conjunto de reservatórios da RMSP. Embora a concepção principal do empreendimento seja o reforço do Sistema Produtor Alto Tietê, a infraestrutura permite, do ponto de vista técnico, a reversão do fluxo em situações excepcionais, com a instalação de estações elevatórias que possibilitem o bombeamento no sentido Taiaçupeba–Billings. A probabilidade dessa operação é considerada baixa, em razão das diferenças de regime pluviométrico entre as regiões, mas a possibilidade reforça o caráter estratégico e adaptativo do sistema.

A implantação do empreendimento está submetida ao processo regular de licenciamento ambiental, conduzido junto à CETESB, com a apresentação de todos os estudos técnicos exigidos pela legislação. As compensações ambientais e as ações de mitigação dos impactos identificados, inclusive aquelas incidentes sobre os municípios de Rio Grande da Serra, São Bernardo do Campo, Ribeirão Pires e Santo André, serão integralmente implementadas pela Sabesp, conforme os estudos apresentados e as diretrizes estabelecidas pelos órgãos reguladores. Essas ações incluem medidas ambientais e sociais voltadas à proteção dos mananciais, à recuperação de áreas afetadas e ao fortalecimento da relação com as comunidades locais”.

Fonte: Repórter Diário .com. br

Continue por aqui

Casos de escorpionismo disparam 349% no Brasil e acendem alerta em três estados

Plataforma da USP com nanotecnologia pode revolucionar tratamentos de pele

GCM de São Bernardo prende homem com mais de 420 porções de drogas

GCM lança Operação Bairro Mais Seguro em São Bernardo

Copa São Bernardo de Futebol coroa campeões no Baetão

Operação Aquece São Bernardo irá ampliar rede de proteção a pessoas em situação de rua no momento do inverno 

Notícias de SBC

Casos de escorpionismo disparam 349% no Brasil e acendem alerta em três estados

7 de Junho, 2026

Plataforma da USP com nanotecnologia pode revolucionar tratamentos de pele

6 de Junho, 2026

GCM de São Bernardo prende homem com mais de 420 porções de drogas

6 de Junho, 2026

GCM lança Operação Bairro Mais Seguro em São Bernardo

5 de Junho, 2026
Anuncie conosco!
Facebook
  • Termos de uso
  • Política de Privacidade
  • Contatos
2026 Radar São Bernardo - Portal de notícias de São Bernardo do Campo e região.

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.