A capital paulista amanheceu terça-feira agora (10/03), fria e chuvosa. Chove de forma persistente e predominante na zona sul, enquanto nas demais regiões somente existe registro de chuviscos separados.
Conforme o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo, a condição preserva elevado o potencial para alagamentos e deslizamentos de terra em regiões de risco. A máxima fica em torno dos 20ºC no decorrer do dia.
Na segunda-feira, 9, a Defesa Civil do Estado de São Paulo já havia alertado para a previsão de precipitações intensas ao menos até quarta-feira, 11, em diversas regiões paulistas, incluindo a capital.
No sábado, 7, foram registradas duas mortes em razão de enxurrada, sendo uma em São Bernardo do Campo e a outra em Sorocaba. Na capital paulista, também houve registros de transtornos causados pelas fortes precipitações.
Diante do cenário, o órgão estadual preserva ativo o gabinete de crise em modalidade remota desde sexta-feira, 6, para reforçar o acompanhamento das condições meteorológicas e dar pronta resposta em caso de ocorrências, podendo evoluir para a modalidade presencial em caso de agravamento da situação.
Terça-feira agora, ventos marítimos associados ao ar mais frio proveniente do oceano provocam declínio das temperaturas em grande parte do Estado. “A partir da tarde, a presença de um cavado atmosférico e da umidade marítima mantém a condição para pancadas de chuva isoladas, por vezes moderadas a fortes, acompanhadas de raios e rajadas de vento. O setor sudoeste e leste permanece em atenção para temporais”, afirma a Defesa Civil do Estado.
Já na quarta-feira, a instabilidade tende a se intensificar devido à formação de uma área de baixa pressão na costa da área Sudeste. “A previsão é de pancadas frequentes, de moderada a forte intensidade, acompanhadas de descargas elétricas e rajadas de vento, especialmente nas regiões nordeste e centro do Estado, incluindo a região metropolitana de São Paulo”, acrescenta o órgão estadual.
Cidade de São Paulo
Conforme o CGE, a combinação de ventos úmidos que sopram do mar na direção a costa paulista, com instabilidades oriundas do interior do Estado, preserva o tempo instável e de muita chuva no decorrer desta segunda semana de março. Em função disso, a temperatura máxima também se preserva mais baixa nos próximos dias.
A quarta-feira deve começar com chuviscos no decorrer da madrugada, muitas nuvens no momento da manhã e pancadas separadas de chuva de moderada intensidade entre a tarde e o começo noturna.
A condição para chuva persiste ao menos até o próximo final de semana. Já as temperaturas, segundo a Meteoblue, precisam voltar a subir gradativamente a começar de sábado, 14.
Variação de termômetros na capital paulista, segundo a Meteoblue:
– Terça-feira: entre 18ºC e 20ºC;
– Quarta-feira: entre 19ºC e 20ºC;
– Quinta-feira: entre 19ºC e 21ºC;
– Sexta-feira: entre 19ºC e 23ºC;
– Sábado: entre 19ºC e 24ºC;
– Domingo: entre 18ºC e 26ºC.
Mortes e transtornos causados pelas chuvas em SP
No sábado, dia 7, foram registradas mais duas mortes, o que elevou para 21 o número de óbitos registrados no decorrer da operação verão.
Em uma das ocorrências, um homem morreu durante enxurrada em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.
Em Sorocaba, no interior de São Paulo, um homem também morreu ao ser arrastado por uma enxurrada. Conforme prefeitura, o município registrou 114,4 milímetros de chuva em um momento de três horas, superando o volume esperado para todo o mês de março. Ao todo, foram reconhecidos 30 pontos de inundação – cinco deles na área de Mineirão.
Na zona sul da cidade de São Paulo, uma parte do muro que cerca o Aeroporto de Congonhas caiu na tarde de domingo, 8, depois de o forte temporal que atingiu a capital paulista. A estrutura desabou na área da Avenida dos Bandeirantes, uma das principais vias de acesso ao aeroporto.
Desde 1º de dezembro, a Defesa Civil do Estado preserva ativa a Operação Chuvas 2025/2026, que continua até 31 de março com ações de monitoramento relacionadas ao momento. Até este momento, são contabilizadas 21 mortes, duas a menos do total de 23 óbitos registrados no verão passado.
Fonte: Repórter Diário .com. br



