A colecistite aguda, inflamação da vesícula biliar, é uma condição comum que pode evoluir de forma rápida para quadros graves quando não existe diagnóstico precoce e tratamento ideal. Na grande parte dos casos, a doença tem relação com a presença de pedras na vesícula, condição que atinge em torno de 10% a 20% dos brasileiros, segundo o Ministério da Saúde.
Essas pedras na vesícula podem bloquear a saída da bile, o líquido produzido através do fígado que auxilia na digestão, e provocar seu acúmulo na vesícula, o que desencadeia o processo inflamatório.
André Augusto Pinto, cirurgião geral e do aparelho digestivo da Clínica Gastro ABC, com unidades em São Bernardo e Mauá, afirma que a atenção aos indicadores do corpo é essencial para impedir complicações. “A principal causa da colecistite aguda é o bloqueio da bile por pedras na vesícula. A partir disso, surge uma inflamação que, sem tratamento, pode evoluir para infecção, perfuração da vesícula ou quadros mais graves”, diz.
A doença é mais comum em mulheres acima dos 40 anos, em particular aquelas com histórico de gestação ou obesidade. No entanto, poderá também afetar homens e, em casos mais raros, crianças.
Entre os sintomas mais frequentes estão dor intensa no lado direito do abdômen, náuseas, vômitos, febre e desconforto depois de a ingestão de alimentos gordurosos. Em estágios mais avançados, podem surgir indicadores como pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
O risco da colecistite aguda fica na rápida progressão. Sem tratamento, a inflamação pode se agravar e trazer a infecção, rompimento da vesícula e infecções graves no abdômen.
O diagnóstico ocorre por intermédio de ultrassonografia abdominal, exame simples e não invasivo, apoiador à avaliação clínica e a exames laboratoriais. O tratamento, na maior parte dos casos, é cirúrgico, com a retirada da vesícula biliar — procedimento seguro e amplamente feito.
Segundo Pinto, a prevenção tem relação direta com o estilo de vida. “Uma alimentação equilibrada, com menos gordura e mais fibras, além do controle do peso, reduz o risco de formação de cálculos”, afirma. O médico também faz um alerta sobre o emagrecimento acelerado. A perda de peso rápida, seja depois de cirurgia bariátrica ou com uso de medicações, pode favorecer a formação de pedras na vesícula.
Embora nem sempre seja viável impedir perfeitamente o surgimento dos cálculos, a reconhecimento precoce dos indicadores faz diferença no desfecho do quadro. “Mesmo sintomas leves, como desconforto após o consumo de alimentos gordurosos, exigem atenção. O diagnóstico precoce evita a evolução para quadros mais graves, como a colecistite aguda”, afirma.
Fonte: Repórter Diário .com. br



