Os sindicatos que reúnem os servidores municipais estão em plena negociação com as prefeituras da área, mas só três cidades – São Bernardo, Santo André e São Caetano – já terminaram acordo para o reajuste salarial da categoria. As negociações já finalizadas majoraram os salários dos servidores perto dos 5%. Na próxima segunda (18/05) foi postado o índice de 5,1% de aumento para o funcionalismo de São Caetano. Para esta terça-feira estão previstas rodadas de negociação em Diadema, Mauá e Ribeirão Pires.
São Caetano
Conforme o Diário Oficial da prefeitura sancaetanense, o reajuste de 5,1% é para toda a categoria e retroativo a 1° de maio. Cesta básica e vales-transporte serão reajustados no mesmo percentual. O salário base, ou seja, o menor da prefeitura fica fixado em R$ 3.046,22. Os mesmos valores valem para os servidores da Câmara, menos da cesta básica que fica fixada em R$ 424,60 e o vale transporte de R$ 353,38. O RD tentou, mas não conseguiu contato com o sindicato local para comentar sobre a conquista. A prefeitura não se manifestou sobre o tema.
São Bernardo
Depois do anúncio de uma paralisação, a prefeitura de São Bernardo e o Sindserv chegaram a um acordo. No começo deste mês. A categoria desejava um reajuste de 14,36%, e a prefeitura oferecia 4,36% em duas vezes. A negociação fechou no mesmo percentual da prefeitura, com 2% retroativo a março e mais 2,36% à partir de outubro. Se a pauta econômica não avançou numericamente, a negociação teve outros avanços como a modificação da referência dos auxiliares de limpeza e copa para a referência de ajudante geral o que gerou um aumento de 19,7%, a começar de outubro de 2026, para esses trabalhadores. A Campanha salarial também resultou na redução de 40 para 30 horas a jornada semanal de trabalho dos auxiliares de educação.
Em informe a prefeitura de São Bernardo destacou, em nota, que o índice de reajuste corresponde a inflação de 12 meses até fevereiro e mais 1% de aumento real. “Há de ser ressaltado que o reajuste foi concedido com base em estudos técnicos que consideram o impacto financeiro nas contas públicas, observando os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. A proposta de majoração engloba, ainda, o vale alimentação dos servidores municipais, que passará, em outubro, dos atuais R$ 27,50 para R$ 32”, diz a prefeitura que também citou outros avanços na negociação como o reenquadramento dos auxiliares de limpeza e copa.
Santo André
Cinco por cento de reajuste foi a conquista dos servidores municipais de Santo André, na negociação encerrada no dia 6 de abril. O reajuste vem em uma cota só no salário de junho. A prefeitura tentou um reajuste menor e parcelado. “Foi a melhor decisão possível enquanto cidades vizinhas amargam reajustes parcelados”, falou o representante legal do Sindserv andreense, Durval Ludovico.
O impacto, segundo a prefeitura será de R$ 50 milhões no orçamento deste ano. O limite de gastos com a folha de pagamento e de 54%, atualmente a folha em Santo André representa 28% em relação à Receita Corrente Líquida, segundo informa a prefeitura e, com a aplicação das cláusulas do Acordo Coletivo atual, a previsão e de aumento de 1,45% na folha de pagamento referente ao ano de 2026.
Diadema
Na próxima terça (19/05) os servidores municipais de Diadema se reúnem para assembleia de avaliação da campanha salarial. O presidente do Sindema (Sindicato dos Servidores Municipais de Diadema), Ritchie Soares Barbosa Martins, diz que a assembleia está programada para as 18h e até lá se espera uma resposta do governo para abertura de negociações. A categoria reivindica 10% de reajuste a a prefeitura disponibiliza 4,36%, dividido em duas vezes.
“Na última quinta-feira (14/05) na Câmara, em anuência com os vereadores, o presidente da Câmara, (Rodrigo Capel- PSD) encaminhou para o governo o pedido de reabertura de mesa de negociação com a presença dos vereadores para que possa ser debatida essa proposta. Ela não garante zero de reajuste no vale alimentação, no vale refeição e no auxílio saúde. A gente sabe que tem recurso à disposição para isso e não vamos aceitar que não seja garantida nem a inflação nesses benefícios. Por hora ainda não tivemos uma resposta positiva por parte do governo. Quem vai decidir a continuidade do movimento são os trabalhadores”, falou o sindicalista.
Martins explica que, através da proposta da prefeitura o reajuste seria dividido em 2,36% a começar de maio e os outros 2% no mês de outubro. “No nosso entendimento isso não garante a data base, que é março, além do que o parcelamento que corrói o que representa essa reposição, isso representa uma proposta muito aquém das demais cidades da região”, critica.
Em informe, a prefeitura de Diadema falou que recebeu o ofício da câmara e as partes ainda estudam uma data para esta reunião. Diz ainda que fica no limite das contas com o que foi proposto. “A proposta da prefeitura observa rigorosamente a condição financeira atual do município, configurando-se como uma oferta responsável e equilibrada. A administração reafirma seu compromisso com o diálogo e a valorização dos servidores, priorizando soluções coerentes com as medidas que a gestão vem adotando. Informamos ainda que atualmente o impacto da folha de pagamento é de 44,24% do orçamento”, diz o comunicado.
Mauá
Em Mauá a negociação também fica emperrada. A proposta do governo de reajuste de 4,14% mais aumento do auxílio alimentação para R$ 75 foi rejeitada pelos trabalhadores da prefeitura. “Está na metade do que desejamos”, explica a presidente do Sindserv, a professora Maralisa Torres Dias, em entrevista ao RDTv na próxima segunda (18/05). O sindicato e trabalhadores querem ocupar a plateia da Câmara de vereadores nesta sessão desta terça-feira (19/05) e pressionar os parlamentares a não votarem proposta de reajuste vinda do governo sem que antes ocorra uma discussão.
Os trabalhadores da prefeitura de Mauá estão com dois reajustes em atraso. “Em 2025 fo dado como abono e houve compromisso de incorporar ao salário em janeiro, o que não aconteceu. Então a gente quer o reajuste de 4,14% retroativo a março mais o retroativo de 2025. O nosso anseio é retomar essa questão de 2025 porque o servidor teve prejuízo. A gente quer evitar que algum projeto do governo venha para a câmara sem o aval da assembleia dos trabalhadores”, falou Maralisa que, apesar disso, fica otimista com a negociação.
Ribeirão Pires
Em Ribeirão Pires a categoria dos servidores municipais reivindica a reposição da inflação medida através do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que ficou em 3,89%, mais 5%. A prefeitura disponibiliza só 5%. Na próxima terça (19/05) a proposta da prefeitura será colocada para discussão. Em informe, a prefeitura diz que fica em tratativa com os sindicatos de servidores da cidade e que espera o anuncio do reajuste ainda este mês. O paço de Ribeirão Pires informa que atualmente a folha de pagamento representa 40% do orçamento total da prefeitura.
Rio Grande da Serra
A prefeitura de Rio Grande da Serra falou exclusivamente que a negociação com os servidores fica em andamento. O RD não conseguiu contato com o sindicato local.
Fonte: Repórter Diário .com. br



