O governo estadual liberou o auxílio-aluguel para 333 mulheres vítimas de violência doméstica no Grande ABC entre fevereiro de 2025 e abril de 2026. Em todo o estado de São Paulo, o programa da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS) alcançou a marca de 7,5 mil mulheres atendidas em 591 municípios paulistas. A iniciativa concede amparo financeiro imediato para que as vítimas consigam sair de lares violentos com segurança e dignidade.
Qual o valor do benefício e o total investido através do Estado?
O programa destina uma ajuda de custo de R$ 500 por mês durante meio ano, com oportunidade de renovação por mais seis meses. O dinheiro cai direto em uma Poupança Social do Banco do Brasil. Ao todo, o governo paulista investiu R$ 21,4 milhões na política pública, sendo R$ 3,1 milhões aplicados diretamente nos municípios da Área Metropolitana de São Paulo.
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O balanço oficial detalha o número de concessões por cidade na área do Grande ABC:
- São Bernardo do Campo: 106 mulheres protegidas
- Mauá: 83 beneficiárias
- Rio Grande da Serra: 48 moradoras amparadas
- Diadema: 45 mulheres atendidas
- Santo André: 31 concessões registradas
- São Caetano do Sul: 12 beneficiadas
- Ribeirão Pires: 8 mulheres atendidas
A secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém, reforça que o auxílio é uma ferramenta prática que dá condições reais para a mulher preservar a vida, quebrar o ciclo de agressões e reconstruir seu futuro com autonomia.
Quem se enquadra nas regras para receber os R$ 500?
Para ter acesso aos repasses financeiros da SEDS, a mulher precisa passar por uma avaliação que comprove as exigências previstos na legislação do benefício.
As regras de quem pode receber o auxílio em SP são:
- Possuir uma medida protetiva expedida através da Justiça contra o agressor.
- Morar em qualquer município do Estado de São Paulo.
- Estar cadastrada e em situação de vulnerabilidade social.
- Ter renda mensal de, no máximo, dois salários mínimos antes da separação.
Se você preenche as condições, a porta de entrada para o pedido é a rede pública. Entenda como funciona o suporte e as leis de amparo à mulher vítima de violência.
Onde buscar atendimento e dar entrada no pedido?
As prefeituras gerenciam o atendimento inicial por intermédio da assistência social, colhem os dados e encaminham para a aprovação definitiva do Estado.
Dê uma olhada a lista de locais públicos para buscar direção, pedir o auxílio e denunciar agressões:
Na Assistência Social e Rede de Apoio:
- Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) e CREAS municipais
- Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM)
Na Segurança Pública e Órgãos de Justiça:
- Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e Distritos Policiais (DPs)
- Batalhões da Polícia Militar (Ligue 190)
- Ministérios Públicos e Defensorias Públicas
O programa age integrado com outras frentes locais, como a capacitação profissional e o suporte psicológico, focando na independência total da vítima.
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Por: Odair Junior/ABC Agora | *Com informações: Agência SP
Fonte: ABCAgora .com .br



