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Saiba as diretrizes para desenvolvimento do futebol feminino no Brasil

30 de Setembro, 2026
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Saiba as diretrizes para desenvolvimento do futebol feminino no Brasil
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O futebol feminino brasileiro passa a ter diretrizes legais permanentes para o desenvolvimento da modalidade no país. A nova lei, publicada no Diário Oficial da União, reconhece a modalidade como prioridade da política pública esportiva nacional. Além de tudo, o texto define ações para ampliar a participação de mulheres no esporte, amplificar a profissionalização das competições e combater varias formas de discriminação.

  • Lei cria diretrizes permanentes para o futebol feminino no Brasil.
  • Apoiado através da EBC, acontecimento debate desenvolvimento do futebol feminino.
  • EBC participa de acontecimento internacional sobre futuro do futebol feminino.
  • A legislação estima ainda a promoção da equidade de oportunidades no futebol feminino, ao considerar desigualdades territoriais, socioeconômicas, raciais, etárias e relacionadas às pessoas com deficiência. Também determina a adoção de medidas para preservar a segurança, a integridade física e psicológica das esportistas, além da proteção dos direitos ligados à gravidez e à maternidade.

    Diretrizes

    Entre os objetivos da nova lei estão:

  • garantia do direito ao esporte para moças e mulheres;
  • promoção da igualdade de oportunidades no futebol feminino;
  • incentivo à igualdade salarial entre homens e mulheres no esporte;
  • enfrentamento à discriminação, ao racismo, à intolerância e à violência contra as mulheres;
  • ampliação da participação feminina em cargos de gestão, direção técnica e arbitragem;
  • proteção dos direitos relacionados à gravidez e à maternidade;
  • cooperação entre União, estados, Distrito Federal e municípios para amplificar a modalidade.
  • Atribuições 

    A lei atribui ao Ministério do Esporte a responsabilidade de promover condições favoráveis para o desenvolvimento do futebol feminino profissional e amador. Entre as medidas previstas estão o estímulo à inclusão da modalidade em programas de formação esportiva, o suporte a competições de base e o incentivo à criação de calendários coordenados com antecedência para clubes, esportistas e demais profissionais do setor.

    O texto também estima ações voltadas à capacitação e à empregabilidade de mulheres em diferentes funções ligadas ao futebol, como arbitragem, treinamento, gestão e educação física. Além de tudo, o governo conseguirá fomentar parcerias entre escolas, universidades e clubes para a reconhecimento e o desenvolvimento de talentos.
     

    Jogo de futebol feminino amador. Lei estima limites para inscrição de esportistas não profissionais em competições oficiais – Ricardo Stuckert/CBF/Direitos Reservados A norma estabelece limites para inscrição de esportistas não profissionais em competições oficiais femininas, como forma de incentivar a profissionalização gradual da modalidade.

    Os parâmetros iniciais são:
     

    Competição Limite de esportistas não profissionais Principal divisão nacional  Até 4 esportistas por equipe Demais divisões do país e principal divisão estadual  Até 6 esportistas por equipe Outras competições profissionais  Até 8 esportistas por equipe Conforme a lei, o governo federal precisará definir cronograma para diminuir progressivamente esses limites até que as competições sejam perfeitamente profissionalizadas.

    Enfrentamento à discriminação

    A nova lei determina que o Ministério do Esporte – em conjunto com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), federações e clubes – elabore protocolos de prevenção e enfrentamento à discriminação, intolerância e violência contra as mulheres no futebol.

    As medidas necessitarão abranger esportistas, árbitras, treinadoras, torcedoras, gestoras, profissionais de educação física e outras trabalhadoras da modalidade.

    Lei Geral do Esporte

    A nova legislação altera dispositivos da Lei Geral do Esporte e passa a exigir das entidades esportivas:

  • programas permanentes de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher;
  • protocolos contra discriminação e intolerância;
  • estruturas equivalentes para esportistas mulheres e homens em formação esportiva;
  • manutenção obrigatória de equipes femininas de futebol para obtenção de determinadas certificações esportivas.
  • Essa última exigência entrará em vigor em 180 dias, período que conseguirá ser remarcado por igual momento.

    Copa do Mundo 

    Brasil vai sediar Copa Feminina de Futebol 2027 – Lucas Figueiredo/CBF A lei também determina a elaboração de um plano de legado da Copa do Mundo Feminina da Fifa 2027. A competição ocorrerá no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho de 2027.

    O texto deve estar alinhado às estratégias do país de desenvolvimento do futebol feminino.

    A expectativa do governo é que o torneio internacional funcione como instrumento para ampliar a participação das mulheres no esporte, aumentar a profissionalização da modalidade e amplificar sua sustentabilidade econômica no país.

    Com informações de Agencia Brasil

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