Os recentes ataques com bombas, pichações e destruição de imagens sagradas expõem um avanço preocupante da intolerância religiosa no brasil. A onda de violência atingiu desde lojas de artigos católicos e terreiros de umbanda no Ceará até monumentos vandalizados no Paraná e na Bahia. A gravidade dos episódios fez o Supremo Tribunal Federal (STF) acionar a Polícia Federal para investigar a ação articulada de grupos extremistas.
Somente nos primeiros seis meses deste ano, o canal Disque 100 registrou mais de 1,2 mil denúncias de violações à liberdade de crença no país. O cenário liga o sinal de alerta para a escalada do ódio e reacende o debate sobre o respeito à diversidade de fé.
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Serviço Rápido: Como denunciar
- Disque Direitos Humanos: Disque 100 (ligação gratuita, funciona 24 horas diariamente).
- Onde registrar ocorrência: Em qualquer delegacia de polícia civil ou delegacias especializadas em crimes raciais e de intolerância.
- Penalidades previstas: Pena de 1 a cinco anos de reclusão, além de multa.
- Atendimento no ABC: Moradores da área podem procurar as Delegacias Sede de Santo André, São Bernardo do Campo ou São Caetano do Sul para registrar boletins de ocorrência.
O que diz a lei sobre o crime de intolerância religiosa no Brasil
No Brasil, a legislação trata a discriminação contra crenças com rigor severo. A lei enquadra como crime a prática, indução ou incitação de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Especialistas jurídicos alertam que esses crimes são inafiançáveis e imprescritíveis, o que significa que os suspeitos poderão ser processados e responsabilizados a qualquer tempo, sem direito a pagamento de fiança para responder em liberdade.
Religiões de matriz africana continuam como principais alvos
Embora os recentes episódios contra símbolos católicos tenham ganhado repercussão nacional, os dados oficiais mostram que as religiões de matriz africana seguem sendo as mais atingidas através da violência. Praticantes de candomblé e umbanda totalizam por volta de 1% dos cidadãos brasileira, mas concentram a maior parte dos registros de discriminação.
Entre janeiro e junho, as denúncias de ataques a terreiros e praticantes dessas religiões subiram mais de 40% em relação ao mesmo momento do ano anterior, saltando de 192 para 270 casos. No mesmo intervalo, os registros de intolerância contra católicos também cresceram e mais que dobraram, passando de 15 para 34 ocorrências.
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*Com informações: Agência Brasil
Fonte: ABCAgora .com .br



