O SP investe R$ 960 milhões em piscinões na Grande São Paulo para amenizar o impacto das tempestades severas e proteger moradores das regiões de risco na Área Metropolitana. Os recursos aplicados através do Governo do Estado viabilizaram a entrega de cinco novos reservatórios de contenção de cheias através da SP Águas desde 2023: dois em Franco da Rocha, um em Francisco Morato, um na divisa entre São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, além das obras em andamento no entorno do estádio do Morumbi, na Capital.
Com a expansão da rede, a Área Metropolitana soma agora 30 piscinões espalhados estrategicamente por 11 municípios: Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Mauá, Diadema, Guarulhos, Osasco, Taboão da Serra, Embu das Artes, Franco da Rocha e Francisco Morato. Juntas, essas estruturas têm capacidade total para reter mais de 6,3 milhões de metros cúbicos de água da chuva. O volume é equivalente à carga de 635 mil caminhões-pipa, uma fila imaginária de veículos que cobriria a distância entre a capital paulista e Boa Vista, em Roraima.
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Nas fortes chuvas de setembro, o sistema operou de forma decisiva para amortecer as cheias e impedir que rios e córregos transbordassem de forma simultânea.
Estratégia de resiliência e Operação SP Sempre Alerta
A gestão, operação e manutenção contínua dos piscinões fazem parte o plano de resiliência hídrica do estado diante da emergência climática. A estratégia fica alinhada às medidas preventivas da Operação SP Sempre Alerta – El Niño 2026/2027, lançada em 15 de outubro.
O pacote reúne mais de 180 ações emergenciais e estima aportes da ordem de R$ 29 bilhões até 2029 com foco na segurança hídrica, contenção de encostas, obras de drenagem urbana e modernização tecnológica do monitoramento meteorológico.
Em regiões densamente povoadas e com alto índice de pavimentação, os piscinões funcionam como verdadeiras esponjas urbanas. A água que escorre pelas ruas é represada momentaneamente durante os picos da tempestade e liberada de forma gradual depois de o nível dos rios baixar, impedindo pontos de alagamento generalizado.
“Em períodos de chuvas intensas, nossas equipes acompanham continuamente os níveis dos rios, a evolução das precipitações e as condições dos sistemas de drenagem. Esse monitoramento, aliado ao planejamento e à infraestrutura disponível, permite antecipar cenários, acompanhar as condições de operação dos reservatórios e ampliar a capacidade de resposta do Estado, contribuindo para reduzir os impactos dos eventos hidrológicos extremos sobre a população”, explica Nelson Lima, diretor da SP Águas.
Programa IntegraTietê e desassoreamento de rios
Paralelamente, ações de zeladoria nas margens e no espelho d’água complementam o plano:
Tratamento de esgoto: Desde a desestatização da Sabesp, mais de 1,5 milhão de imóveis foram conectados à rede de esgoto, beneficiando 4,5 milhões de pessoas.
Limpeza do Rio Pinheiros: Mais de 149,7 mil toneladas de lixo flutuante foram recolhidas com recursos na ordem de R$ 228 milhões.
Pôlderes na Marginal Tietê: A SP Águas faz a manutenção contínua de 12 pôlderes (sistemas compostos por diques, comportas e bombas) que impedem que a água das chuvas retorne do rio para a pista expressa da Marginal.
No interior e no litoral paulista, o plano de enfrentamento às enchentes avança através do Programa Rios Vivos, que investiu R$ 366,3 milhões na dragagem e desassoreamento de rios em 2022 municípios, retirando 4,9 milhões de metros cúbicos de detritos e mato acumulados.
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*Com informações: Agência SP
Fonte: ABCAgora .com .br



