Enquanto os assassinatos caíram 14% e os roubos em geral caíram 15,98% entre janeiro e julho deste ano, comparado com o mesmo momento do ano passado, as tentativas de homicídio e agressões cresceram 2% e 2,64%, consecutivamente no mesmo momento. Chama a atenção também a alta de crimes sexuais, os estupros se mantiveram exatamente no mesmo número do ano passado, mas os estupros de vulnerável cresceram 10%, segundo os dados da Secretaria de Segurança Pública. Outro dado impactante é a alta dos latrocínios na área, o número de casos dobrou, passando de 3 para 6 casos.
Uma das vítimas de latrocínio foi o professor de capoeira, Eduardo de Souza, de 42 anos, que foi baleado na Avenida dos Estados, em Mauá, e teve a moto roubada. Ele foi detectado baleado na via e o socorro foi acionado, mas a vítima não resistiu aos ferimentos. O crime ocorreu em 2 de março deste ano. O crime foi registrado como latrocínio no 1° Distrito Policial de Mauá. A moto foi localizada no mesmo dia em Santo André. Eduardo era conhecido como mestre Toli e dava aulas no colégio Dante Alighieri, em São Paulo.
Conforme os números da pasta da segurança pública os homicídios caíram de 77 casos registrados nos primeiros sete meses do ano passado para 66 ocorridos do começo deste ano até o final de julho. Essa queda de 14% contrasta com a sensível alta das ferimentos corporais dolosas, as agressões. No ABC foram registradas 4.589 casos de agressão em sete meses do ano passado e neste ano foram 4.505 este ano até julho, alta de 2,64%. As tentativas de homicídio também subiram de 98 para 100 casos, alta de 2%.
Analisando cidade o município, em Diadema o roubo de veículos é o que chama mais atenção através da alta de 22% (de 486 casos em 2024 até julho para 593 neste ano). Em Mauá os casos de agressão cresceram no município, de 652 registros para 688, no comparativo de janeiro a julho do ano passado com o mesmo momento deste ano), a alta foi de 5,52%.
Em Ribeirão Pires a alta dos crimes de roubo foi grande, de 25%. Entre janeiro e julho do ano passado foram 316 casos registrados deste tipo de crime e no mesmo momento deste ano foram 395. As agressões também subiram no município; a alta foi de 11,86% (194 no ano passado até julho e 217 este ano). Em Rio Grande da Serra os furtos em geral também cresceram significativamente. A alta foi de 41,9% resultado do aumento de 105 para 149 casos.
Em Santo André chamam a atenção os casos de agressão com alta de 5,14%. Entre janeiro e julho de 2024 foram 1.110 casos registrados nas delegacias da cidade e no mesmo momento deste ano foram 1.167. Os furtos em geral e de veículos cresceram no ano passado para cá em São Bernardo. Com 4.299 casos em sete meses de 2024 e 4.427 registrados este ano, a alta ficou em 3% nos casos de roubo. O número de veículos roubados passou de 1.294 para 1.452, alta de 12,2%. O roubo de carros também subiu em São Caetano. No município os veículos levados por bandidos só percebidos através da vítima quando voltaram ao local de estacionamento, passou de 1.135 para 1.295, alta de 14%.
Estupros de vulneráveis cresceram 10,4% em um ano
No comparativo de janeiro a julho do ano passado com o mesmo momento deste ano o número de crimes sexuais que vitimaram crianças ou pessoas que, por algum motivo não tiveram como reagir aos agressores, subiu 10,4% no ABC, segundo os dados da Secretaria de Segurança Pública. Foram 259 vítimas atacadas na área até julho de 2024 e 286 neste ano.
São Caetano é a que figura com maior alta em estupro de vulnerável; o município registrou 50% de alta neste tipo de crime, passando de 10 casos em sete meses do ano passado para 15, neste ano.
O estupro de vulnerável também subiu muito em Santo André, no percentual de 45,4%. O município teve 55 casos registrados nos sete primeiros meses de 2024 e neste ano o número subiu para 80.
Os estupros de vulneráveis em Mauá, aumentaram 17,7%. Foram 71 ocorrências deste tipo nos primeiros sete meses do ano passado contra 78 neste ano. Nas demais cidades da área houve queda.
Polícia prende mais e tira mais drogas e armas das ruas
Em 2025, comparado com 2024, entre janeiro e julho, as polícias Civil e Militar prenderam mais pessoas e também tiraram mais armas e drogas de circulação, segundo os números da Secretaria de Segurança Pública.
O número de infratores confiscados, ou seja, detidos e liberados por serem menores de idade, cresceu 1,29% nos casos de flagrante e 134,78% se consideradas as apreensões por mandato.
Dentre os efetivamente detidos em flagrante a alta foi de 1,55% e o número de detidos por mandato teve alta de 3,43%. Ao todo foram 3.555 detidos este ano, número que é 5,9% maior que os 3.356 do ano passado.
A polícia também apreendeu mais drogas. A quantidade de drogas confiscadas cresceu 51,9% no comparativo entre os sete meses iniciais de 2024 com o mesmo momento deste ano. Os flagrantes de tráfico de drogas cresceram 21,5%. Foram 646 no ano passado e 782 flagrantes este ano.
O número de armas de fogo confiscadas também cresceu no ABC, passando de 247 para 332, alta de 34,41%. Os flagrantes de porte de arma passaram de 106 para 122, alta de 15%.
Fonte: Repórter Diário .com. br



