Depois de um revés com a construtora que iniciou a obra, o Fundo Social de São Paulo, contratou outra empreiteira para terminar a obra da Praça da Cidadania de Diadema, que será a quarta da área, depois de Santo André, Mauá e São Bernardo, esta última inaugurada através do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na sexta-feira (29/08). Quando foram anunciadas as unidades do ABC, em 2021, o plano era de inaugurá-las no ano seguinte. Sendo que a de Diadema é a que fica mais atrasada. Em vistoria realizada no mês de dezembro de 2023 o diagnóstico era o de que o empreendimento, que disponibiliza esportes, cultura, lazer e formação profissional, estava “quase” pronto, e seria entregue no mês de fevereiro de 2024, mas, um ano e sete meses depois, ainda resta muito a ser feito e ela não será entregue este ano, diferente do que anunciou Tarcísio na inauguração em São Bernardo.
O governador paulista, ao inaugurar a Praça da Cidadania de São Bernardo, explicou que pretendia inaugurar a obra de Diadema até o final deste ano, no entanto terça-feira agora (02/09) o Fundo Social jogou a entrega para o primeiro semestre do ano que vem. O órgão do governo paulista, gestor do projeto Praças da Cidadania, não explicou quais foram os problemas com a EF Construções, a construtora que não chegou a terminar o empreendimento. Além de Diadema, a Praça da Cidadania de Santo André, inaugurada em 2.019, portanto antes do anúncio de mais unidades para a área, passará por reforma e também deve ser reinaugurada no primeiro semestre de 2026.
O Fundo Social de São Paulo já entregou 11 unidades da Praça da Cidadania; além das três já existentes no ABC, tem também em Osasco, Itapevi, Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Guarulhos, Hortolândia e Paraisópolis e Vila da Paz (capital). Existe 14 unidades em obras ou em fase de projeto: Santos, Cubatão, Guarujá, Embu das Artes, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Carapicuíba, Francisco Morato, Vila da Paz (praça), Campinas, Poá e São Vicente, além de Diadema e a reforma na unidade de Santo André.
“O atraso para entrega da unidade em Diadema ocorreu em razão da rescisão contratual com a primeira construtora, inicialmente responsável pela execução da obra. Após nova licitação, outra empresa assumiu a obra e vai finalizar serviços de acabamento como pintura, elétrica, paisagismo, urbanismo e reforma da quadra poliesportiva. A entrega da unidade está prevista para o primeiro semestre de 2026”, diz nota do Fundo Social. A nova licitação foi concluída no mês de janeiro deste ano.
Para tornar viável a instalação da Praça da Cidadania, Diadema fez doação do terreno de 2.379 m². Já a obra de construção contava com investimento estadual inicial de R$ 2,9 milhões. O local é a esquina da avenida Afonso Monteiro da Cruz com a rua Érico Veríssimo, no bairro Serraria, onde já existe um parque municipal.
Reforma
A Praça da Cidadania de Santo André, fica inativa e passará por uma profunda reforma, uma “reconstrução” conforme explicou Tarcísio de Freitas durante a sua visita ao ABC na última semana. A unidade andreense foi entregue em 2019 e “apresentou problemas estruturais”, segundo explicou o Fundo Social. O problema ocorreu nos contêineres doados do programa. “O projeto foi revisado e prevê agora a implantação de novas unidades em alvenaria, no mesmo padrão das demais Praças. As obras devem ocorrer no primeiro semestre de 2026 e, neste período, os cursos foram transferidos para outro espaço cedido pelo município”, informa nota do órgão paulista.
A Praça da Cidadania de Santo André não figura no site do Fundo Social, nem como unidade construída, nem como unidade em construção. O governo explica que a retirada da lista deste equipamento ocorreu porque o local fica inativo. “No site do Fundo Social de São Paulo estão listadas as Praças da Cidadania que estão funcionamento, além daquelas que se encontram em fase de implantação. A Praça de Santo André, por ter uma característica específica de ser um projeto já inaugurado, mas atualmente inativo, foi temporariamente retirada da lista para evitar qualquer tipo de confusão ou desinformação para o público”, informou o Fundo Social.
Fonte: Repórter Diário .com. br



