Os primeiros dias de 2026, muito quentes, dão a dimensão de que o verão deste ano será mais quente que o normal e os estudantes sofrem durante as aulas com o calor. Os ventiladores são a forma mais econômica e viável de tornar o verão menos penoso para estudantes e professores em sala de aula. Nas redes municipais, as prefeituras garantem que os sistemas de ventilação estão em pleno funcionamento. Santo André estuda implantar até sistema de ar-condicionado. Já na rede estadual, que iniciou no ano passado um processo de reformas e adequações para a climatização dos colégios, atualmente atende só 6,8 mil dos 201 mil alunos matriculados em escolas do ABC com climatização, o que dá 3,4% do total.
São Bernardo
Em São Bernardo são 223 escolas entre infantis, de Ensino Fundamental I e creches, totalizando atendimento a 76.901 alunos, segundo a previsão da prefeitura. A climatização não fica em 100% das salas de aula. “Esclarecemos que a maior parte das salas de aulas das escolas municipais está equipada com ventiladores e a pasta deu andamento a aquisição de novos ventiladores para atender a eventuais necessidades. Os laboratórios de informática, por sua vez, contam com ar-condicionado”, respondeu a prefeitura.
São Caetano
A Secretaria de Educação de São Caetano informou que todas as escolas contam com climatização por ventiladores nas salas de aula e diz que a manutenção dos equipamentos fica em dia. “Há processo constante de melhorias em todas as escolas municipais e o bem-estar de estudantes, professores e demais profissionais que atuam nas unidades é um dos tópicos primordiais no planejamento de manutenção estrutural”, diz nota da prefeitura.
Diadema
Todas as 60 unidades escolares da rede municipal de Diadema possuem ventiladores nas salas de aula e nas demais dependências da escola, diz a prefeitura. “Parte dos recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) foram utilizados pelas escolas nesse período para compra ou manutenção de ventiladores. Essa e outras melhorias foram possíveis graças à liberação de uma terceira e inédita parcela do PDDE em 2025, completando um ciclo que começou em maio e totalizou R$ 10,6 milhões repassados às escolas de Diadema no ano passado por meio do programa. Os recursos são destinados para despesas de manutenção, material didático e pedagógico e para pequenos investimentos. Além disso, todos os novos laboratórios de informática, robótica e sensorial instalados no ano passado já contam com ar-condicionado. Atualmente são 8 espaços, com previsão de chegar em 40 salas até o final do ano”, explica o paço diademense.
Santo André
Santo André conta com 120 unidades de ensino entre creches, escolas de educação infantil, colégios que atendem infantil e Fundamental e cinco Centros Públicos de Formação Profissional. Ao todo são 41.967 alunos matriculados, sendo que o momento de matrículas ainda fica aberto. A prefeitura diz que todas as escolas contam com sistemas de ventilação em funcionamento e que fez recentemente um levantamento das condições de todos esses equipamentos para manutenção e substituição, se necessário.
Além dos ventiladores a prefeitura diz estudar a implantação de sistema de refrigeração com ar-condicionado. “Quanto à implantação do sistema de refrigeração com ar-condicionado, informamos que está em fase de estudo e planejamento orçamentário, uma vez que envolve a reforma das unidades e avaliação de suas respectivas estruturas elétricas”, diz, em nota, o paço andreense.
Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não responderam.
Estado
Nas escolas estaduais a proporção de unidades climatizadas é igualmente pequena. Das 307 unidades escolares, só 17 delas (5,5%) são climatizadas. De acordo com a secretaria estadual de Educação, dos 201 mil alunos matriculados nos colégios do Estado no ABC só 6,8 mil (3,4%) têm um alívio de temperatura com a climatização. Existe investimentos em andamento para aumentar este número, a secretaria informa que a climatização fica em execução em outros seis colégios do ABC.
“A climatização das escolas tem se concentrado principalmente nas regiões mais quentes do estado, visando beneficiar as unidades escolares localizadas em áreas com maior demanda de refrigeração. A execução do projeto se dá em três etapas: a adaptação da infraestrutura elétrica das escolas, a instalação dos aparelhos de climatização e a ligação da energia por parte das concessionárias de energia elétrica”, informou a pasta estadual de educação, em nota.
Fonte: Repórter Diário .com. br



