A CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de São Caetano do Sul informou um novo levantamento sobre a inadimplência na área. Das sete cidades do ABC, seis apresentaram um aumento da inadimplentes acima da média nacional (8,93%) no comparativo entre novembro de 2025 e novembro de 2024. A reincidência é o que mais preocupa o presidente da CDL Alexandre Damásio, em entrevista dada ao RD Momento Econômico desta quarta-feira (28/01).
“Nós percebemos, obviamente, uma curva crescente de inadimplência, bastante interessante, ruim para a nossa economia, mas o que deixou mais preocupado é a quantidade de reincidência nas cidades. Então, devedores que já estavam negativados e tiveram uma segunda, uma terceira ou uma quarta inserção de dívida e faz com que o valor tíquete médio da cidade de inadimplência tenha aumentado bastante.”, inicia Damásio.
“Nós vamos falar isso nos dados, isso nos preocupa. Se nós fizermos um comparativo para uma segunda fase experimental, apontando os períodos de compra e também a ideia do acréscimo de empregos baseado no CAGED, nós entendemos um comportamento muito diferente em cada cidade. Existem cidades onde o aumento do emprego em setores de comércio e serviço refletiram em algum tipo de acordo e uma baixa inadimplência, uma diminuição de inadimplência em dezembro.”, continua.
Rio Grande da Serra teve o maior aumento no número de devedores no retrato anual, um aumento de 12,57%. Seguida por Santo André com 11,96%; São Bernardo com 11,95%; Ribeirão Pires com 10,44%; Diadema com 10,31%; Mauá com 9,76%; e São Caetano com 8,09%.
No comparativo entre os meses de novembro e outubro do ano passado, o maior aumento de devedores foi em São Bernardo com 5,89%. Seguida por Rio Grande da Serra com 5,28%; Santo André com 5,08%; Ribeirão Pires com 4,84%; São Caetano com 4,83%; Diadema com 4,55%; e Mauá com 3,39%.
Em relação a variação anual de dívidas, Rio Grande da Serra foi o município com o maior crescimento na área, 22,32%. Seguida por Santo André com 22,28%; São Bernardo com 21,51%; Diadema com 19,54%; Ribeirão Pires com 19,47%; Mauá com 19,01%; e São Caetano com 15,2%.
No ABC, do total devido 66,38% têm os bancos como os cobradores. Apesar do dado ser abaixo da média histórica dos 70%, Damásio aponta que o cenário indica uma queda no crédito disponível no mercado.
Fonte: Repórter Diário .com. br



