Área do ABC será beneficiada com mais segurança hídrica no sistema
A Sabesp iniciou uma das obras mais estratégicas para o futuro da água da Grande São Paulo: a Interligação Billings–Alto Tietê, que amplia a oferta de água numa das regiões com menor índice de água por habitantes do Brasil. Com ela, será capaz transferir até 4 mil litros de água por segundo da Represa Billings, em São Bernardo do Campo, para a Represa Taiaçupeba, no Alto Tietê. Volume equivalente a duas piscinas olímpicas por hora passando por essas tubulações.
Atualmente, a quantidade de água que pode ser captada do Rio Pequeno, na Billings, já é transferida, quando necessário, para o Sistema Rio Grande. Ou seja: é o mesmo volume que a Sabesp já pode transportar, mas agora com a possibilidade de bombeá-lo diretamente para o Alto Tietê.
Isso quer dizer que a mesma quantidade de água conseguirá abastecer dois reservatórios, Rio Grande ou Alto Tietê conforme com a necessidade.
Assim, a interligação não irá comprometer o abastecimento do Grande ABC. É justamente o contrário: permitirá uma gestão mais eficaz e segura da água disponível em todo o chamado Sistema Integrado Metropolitano, que é composto por mananciais interconectados, incluindo o Rio Grande. Ao fortificar o Sistema Integrado Metropolitano, a Sabesp fica diretamente beneficiando a área do ABC.
Hoje, esse reservatório entrega água para São Bernardo do Campo, além de Diadema e Santo André, que também “bebem” dos sistemas Cantareira, Guarapiranga e Rio Claro.
Entenda de onde vem a água da Área do ABC:
| Município | Sistemas que podem atender o município (SIM) |
| São Bernardo do Campo | Rio Grande |
| São Caetano do Sul | Cantareira |
| Diadema | Rio Grande e Guarapiranga |
| Ribeirão Pires | Rio Claro |
| Rio Grande da Serra | Rio Claro e Ribeirão da Estiva |
| Santo André | Rio Grande e Rio Claro |
| Mauá | Rio Claro e Sistema Produtor Alto Tietê |
Além de tudo, a represa Billings é o maior reservatório da Área Metropolitana e tem grande capacidade de armazenar água, além de estar em uma área onde, em média, chove mais do que a média metropolitana. A capacidade total de armazenamento de água da Billings chega a 1,13 trilhão de litros, enquanto as represas de Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, que compõem o Sistema Cantareira, possuem, juntas, um total de 982 bilhões de litros de capacidade.
Investimento em Segurança Hídrica
Com investimento de R$ 1,4 bilhão, a Sabesp fortalece o sistema de abastecimento da Grande São Paulo, deixando a área mais preparada para confrontar momentos de estiagem e eventos climáticos extremos, que têm se tornado cada hora mais frequentes.
No lado esquerdo, começo da captação na Estação Elevatória de Água Bruta às margens do Rio Pequeno. No direito, Sistema Alto Tietê. – Difusão Sabesp
Este investimento faz parte de um pacote mais amplo: até 2027, a Sabesp vai investir mais de R$ 5 bilhões em obras de segurança hídrica na área metropolitana de São Paulo, ampliando a oferta de água em 8 mil litros de água por segundo – o equivalente ao consumo de uma cidade de médio porte. Este é investimento em obras estruturantes, que vão trazer soluções definitivas para desafios históricos do abastecimento.
Com a interligação, a Sabesp vai fornecer água suficiente para atender continuamente em torno de 1,9 milhão de pessoas. Embora seja somente uma parte do volume total disponível, essa conexão é estratégica porque integra os sistemas e permite que a água circule de forma mais inteligente entre diferentes regiões, solidificando todo o conjunto que abastece a capital e municípios vizinhos.
Menos impactos negativos no dia a dia, mais impactos positivos na economia
A obra também foi planejada para causar o mínimo impacto no dia a dia. São em torno de 38 quilômetros de tubulações instaladas sob vias públicas e abaixo do solo, depois de estudos ambientais detalhados, ou seja, mais eficiência com menos interferência na rotina do povo.
Obras desse porte, que atravessam bairros, costumam impactar o dia a dia. Por isso, o cuidado com as pessoas faz parte do projeto. Antes do começo dos trabalhos, equipes dedicadas em conscientização do povo, conversam com moradores e comerciantes, explicam cada etapa e realizam vistorias preventivas. Durante a execução, existe sinalização adequada e comunicação antecipada para diminuir transtornos. No fim, novas visitas garantem que tudo esteja em ordem.
Por outro lado, essa obra fica impulsionando a economia regional com a geração de 800 empregos diretos e indiretos.
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Mais do que água e saneamento
A Sabesp, além de fazer as obras, também investe em educação socioambiental nos municípios. Através do programa “Ciência Viva nas Escolas”, serão beneficiados professores e estudantes de 8 a 14 anos. A iniciativa trará às escolas um conjunto de ações que fortalecem o ensino de ciências e aproximam os alunos dos desafios ambientais presentes em seu próprio território.
Além de tudo, o programa vai revitalizar dez laboratórios, que passam a contar com microscópios, materiais seguros, modelos anatômicos e jogos didáticos, além de formações completas para professores —com trilhas pedagógicas, tutoriais e planos de aula voltados a ciência, água e saneamento. A proposta também inclui a Semana da Ciência e da Água, criada para mobilizar toda a comunidade escolar, e um jogo educativo particularmente desenvolvido para trabalhar temas socioambientais locais e desenvolver a curiosidade científica desde cedo.
Ao investir em infraestrutura e em educação, a Sabesp reforça seu comprometimento não somente com o presente, mas com o futuro da área, preservando mais segurança hídrica, desenvolvimento e qualidade de vida para milhões de pessoas.
Problemas históricos. Soluções definitivas. É isso que estamos entregando.
Fonte: OGrandeABC .com .br


