Da Redação existe 4 horas
Alguns milhares de trabalhadores e moradores do ABC se juntaram neste 1º de maio no Paço Municipal de São Bernardo. O público acompanhou a festa promovida pelos sindicatos da área em celebração ao Dia do Trabalhador. As 26 entidades filiadas à CUT (Central Única dos Trabalhadores) se revezaram em discursos e atrações musicais.
Entre as principais pautas, chefias defenderam o final da escala de seis dias de trabalho para um de descanso (6×1) e a ampliação de políticas de enfrentamento ao feminicídio. As falas também ressaltaram a necessidade de participação dos munícipes para confrontar o machismo.
O encontro teve a presença dos ministros Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), Alexandre Padilha (Saúde) e Leonardo Sarchini (Educação). “Quando o presidente Lula governa o País, o 1º de maio marca celebração e também consciência sobre o que ainda falta. A batalha do ano é garantir que o Congresso aprove, antes das eleições de outubro, a revisão da jornada 6×1”, afirmou Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda.
Haddad também destacou a necessidade da mobilização popular para avanços como a isenção do Imposto de Renda sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O ministro da secretaria-geral da República, Guilherme Boulos, também marcou presença.
Representante do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o presidente Moisés Selerges ressaltou o momento da categoria. “Tivemos conquistas e hoje as taxas de desemprego estão entre as melhores da história. Esses resultados são importantes, pois os trabalhadores produzem a riqueza do país. Agora queremos reduzir a jornada. Nossa missão é pressionar, em Brasília, pelo fim da escala 6×1”, explicou.
A programação incluiu apresentações musicais, como MC IG e Glória Groove subiram ao palco no começo noturna.
A Guarda Civil Municipal de São Bernardo assegurou a segurança do acontecimento a começar de sua base no Paço. Por volta das 16h, agentes intervieram em um confronto localizado à esquerda do palco e retiraram um homem destacado como responsável através da confusão.
(Guilherme Jerônymo/Agência Brasil)
Fonte: Repórter Diário .com. br



