George Garcia existe 43 minutos
Através do menos duas irregularidades foram apontadas pelos fiscais do TCESP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) quinta-feira agora (07/05) durante a segunda fiscalização ordenada da corte de contas. Foram fiscalizadas 300 farmácias centrais e almoxarifados onde ficam guardados os remédios até que estes sejam entregues à população. A fiscalização realizada sem aviso prévio aos municípios, esteve nas sete cidades da área e viu irregularidades em Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, nesta última um extintor de incêndio, vencido a dois anos foi identificado pelos fiscais.
A fiscalização, denominada Gestão de Remédios, iniciou logo através da manhã. No ABC os fiscais vistoriaram a farmácia da UBS (Unidade Básica de Saúde) Parque Novo Oratório, em Santo André; a UBS Alvarenga, em São Bernardo; a Farmácia Central Municipal Luiz Emiliani, em São Caetano; a UBS Jardim Inamar, em Diadema; a USF (Unidade de Saúde da Família) Feital, em Mauá, a USF Jardim Caçula, em Ribeirão Pires e a do Santa Tereza, em Rio Grande da Serra.
Em Ribeirão Pires os fiscais encontraram no almoxarifado da saúde remédios psicotrópicos de uso controlado no meio de um corredor. Na USF do Jardim Caçula remédio de uso pessoal do empregado estava misturado a outros na geladeira da repartição pública. Outra não conformidade foram remédios vistos em embalagens terciárias, ou seja em caixas maiores ou embalagens plásticas para transporte, o que poderia dificultar o controle.
Em Rio Grande da Serra, os fiscais do TCESP encontraram mofo, indicadores de infiltração e parte do forro do teto cedendo no almoxarifado central, local de estoque de remédios. No mesmo local os fiscais encontraram extintores de incêndio vencidos, um deles existe mais de dois anos.
Para vistoriar farmácias publicas das 300 cidade, foram necessários 380 fiscais, que chegaram aos locais pré-determinados de surpresa. Foram avaliados desde a presença de profissionais habilitados até o controle de estoques para impedir desperdícios de dinheiro público, condições sanitárias, direitos do usuário e eventual desabastecimento para os cidadãos. Nesta edição, a fiscalização contou com o suporte técnico do CRF-SP (Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo). “A farmácia pública não é apenas um local de entrega de caixas de remédios, mas um equipamento de saúde que exige rigor técnico. Queremos garantir que o recurso público investido resulte em saúde segura para o cidadão”, destaca a presidente da Corte, Cristiana de Castro Moraes.
O RD indagou os dois municípios em que foram vistas irregularidades e aguarda posicionamento.
Fonte: Repórter Diário .com. br



