Os óbitos no trânsito no ABC aumentaram no primeiro trimestre de 2026 e passaram a se concentrar em faixas etárias mais jovens, com mudança clara em relação ao mesmo momento de 2025, que tinha perfil mais distribuído entre 20 a 24 anos e 40 a 44 anos, enquanto 2026 registra predominância entre 25 e 29 anos, seguida por 20 a 24 e 30 a 34 anos, segundo último levantamento do Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Sinistros de Trânsito), do governo do Estado de São Paulo.
Assim como o RD apontou anteriormente, no total, foram 71 mortes entre janeiro e março de 2026, contra 55 no mesmo momento de 2025 (aumento de 29%), cenário que ganha peso ao observar o recorte etário, já que no ano passado as faixas de 20 a 24 anos e 40 a 44 anos lideraram com oito mortes cada, seguidas através do grupo de 30 a 34 anos com seis registros, enquanto em 2026 o quadro se altera com nitidez e a faixa de 25 a 29 anos assume a dianteira com 11 mortes. Na sequência aparecem 20 a 24 anos com dez e 30 a 34 anos com nove, o que evidencia maior concentração entre adultos jovens e perda de espaço das faixas acima dos 40 anos.
A leitura mensal reforça esse movimento, com janeiro como o momento mais crítico em 2025, ao registrar 23 mortes, e março como o pico em 2026, com 30 registros, o maior volume do trimestre.
Um caso desta terça-feira (21/04), feriado de Tiradentes, expõe a gravidade do cenário no cotidiano da área, onde um acidente entre duas motos deixou uma mulher morta na Estrada Galvão Bueno, na altura do número 5.600, no bairro Batistini, em São Bernardo. De acordo com o Corpo de Bombeiros a vítima morreu no local, enquanto um homem sofreu ferimentos, recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e seguiu para o Hospital de Urgência de São Bernardo.
Recorte por cidade expõe mudança de perfil
O avanço entre os mais jovens também aparece no recorte por município e evidencia nuances importantes em cada cidade. Em São Bernardo, o contraste é evidente. Em 2025 cinco vítimas eram mulheres entre 40 e 44 anos dentro de um total de 25 mortes, já em 2026 o foco muda para a faixa de 20 a 24 anos, também com cinco casos, em meio a 28 registros.
Em Santo André, o deslocamento continua a mesma direção, em que 2026 concentra quatro das 17 mortes entre 25 e 29 anos, enquanto em 2025 o destaque ficou na faixa de 30 a 34 anos com três entre 13 casos. Já em Diadema, além do aumento de cinco para 10 mortes, surge divisão entre gerações, com dois casos entre 20 e 24 anos e dois entre 45 e 49 em 2026, cenário que não aparecia de forma definida no ano anterior.
Em Mauá, o recorte também muda, em 2025 havia maior presença de vítimas entre 55 e 59 anos, enquanto em 2026 o destaque recai sobre 25 a 29 anos, com três das dez mortes. Em Ribeirão Pires, o padrão se concentra ainda mais, já que em 2026 as cinco mortes atingem a faixa de 35 a 39 anos, enquanto em 2025 os três casos estavam distribuídos entre diferentes idades.
São Caetano preserva números baixos, mas ainda assim registra variação. Em 2025 houve duas mortes, uma entre jovens e outra entre idosos, enquanto em 2026 o único caso atinge a faixa de 60 a 64 anos. Rio Grande da Serra não tem registros nos dois anos.
Fonte: Repórter Diário .com. br



