Notícia atualizada às 15h14 deste dia 15/08/2026
Um edifício residencial que abrigava um salão comercial desabou na madrugada deste sábado (15), na Rua Jorge Amado, localizada no bairro Jardim Calux, em São Bernardo do Campo.
O incidente ocorreu por volta das 5h, em meio a fortes chuvas, e deixou quatro pessoas soterradas. Todas as vítimas foram resgatadas com vida pelas equipes de emergência.
Resgate e Estado de Saúde das Vítimas
A operação de busca mobilizou 13 viaturas do Corpo de Bombeiros, com apoio do Samu, Defesa Civil, Guarda Civil Municipal (GCM) e Polícia Militar. O resgate da última vítima foi concluído às 9h38. A área foi separada e deixada aos cuidados da perícia técnica.
Conforme o boletim atualizado da Prefeitura, o encaminhamento dos moradores resgatados foi:
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Uma jovem de 21 anos, retirada consciente dos escombros com trauma na face e levada ao Hospital de Clínicas.
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Uma mulher adulta, também socorrida e orientada ao Hospital de Clínicas.
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Uma garota de 11 anos, atendida através do Samu e levada ao Hospital de Urgência (HU).
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Um homem de 37 anos, também direcionado ao Hospital de Urgência (HU).
Duas vítimas já receberam alta médica. As outras duas permanecem em observação, conscientes e com quadro de saúde considerado estável.
Possíveis Causas e Obra da CDHU
Vizinhos relataram um forte estrondo seguido por cheiro de gás no momento da queda. A suspeita levantada através da comunidade é de que uma obra da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), em um canteiro anexo ao imóvel, tenha abalado a estrutura. O projeto estadual estima a construção de nove unidades habitacionais no terreno.
Moradores afirmam que o começo das escavações provocou rachaduras nas casas e calçadas da vizinhança. O Governo do Estado de São Paulo já havia sido notificado do problema antes do colapso do imóvel. O dono do edifício, que fica entre as vítimas hospitalizadas, tem registros em vídeo dos danos estruturais prévios.
Ações da Prefeitura e Investigação
O prefeito de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima, esteve no local do desabamento seguido do diretor-presidente da CDHU, Reinaldo Iapequino, e de técnicos da Defesa Civil. A gestão municipal exigirá os registros e laudos da obra estadual para a apuração oficial das causas do acidente.
Durante as primeiras horas da manhã, duas faixas da Via Anchieta no na direção do litoral precisaram ser bloqueadas para preservar a agilidade no deslocamento das ambulâncias.
Acolhimento e Medidas de Segurança
Devido ao risco de novos abalos estruturais e aos relatos de vazamento de gás, medidas emergenciais foram aplicadas na rua:
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Evacuação preventiva e interdição de todos os imóveis vizinhos ao edifício que desabou.
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Cadastramento imediato das famílias afetadas através da equipe de serviço social da Secretaria de Habitação.
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Abrigamento temporário dos moradores desalojados em um hotel da cidade, para preservar a segurança das famílias enquanto a Defesa Civil faz vistorias técnicas no solo e nas estruturas que permaneceram de pé.



